Caros colegas, este Blog tem como objetivo servir de ferramenta para os participantes da Formação Continuada dos Professores de Educação Física atuantes na Educação Infantil da Rede Municipal de Florianópolis, promovendo através de seu acesso a socialização de materiais e comunicação efetiva entre todos os professores.
Sejam bem-vindos !
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Próximo Encontro
O próximo encontro do Grupo Independente será no dia 03.08.2010, na sala 70 dp CDS (na piscina) às 9 horas.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Relatório do dia 06/07/2010 - Formação Continuada dos professores da Rede Municipal de Educação de Florianópolis
Começamos o encontro às 9h20min., com a professora Inelve sugerindo a discussão do texto: Educação do corpo infantil como politização às avessas: um estudo sobre os momentos de alimentação em uma creche / RICHTER, Ana Cristina e VAZ, Alexandre Fernandez. Para os professores ali presentes, os momentos de alimentação muitas vezes servem para a busca da “autonomia” das crianças. Mas que “autonomia” é esta que obriga algumas vezes as crianças a comerem aquilo que os adultos querem? Na maioria das instituições de 0 a 5 anos, durante esse momento, as crianças são condicionadas a comerem apenas determinados alimentos, como arroz, feijão, laranja, saladas, banana, maça etc. André colocou a questão do cardápio das creches: estamos cercados pelo mar e não é servida às crianças a tainha, que é um peixe que tem em abundância na nossa cidade. Um dos professores colocou que um possível motivo desta falta seria porque a pesca da tainha é artesanal, tem poucas empresas que pescam este peixe, por isso é difícil fazer uma licitação, na busca de fornecedores do pescado. Porém outro professor discordou, disse que a maior reclamação do sindicado dos pescadores é que os navios grandes pescam a tainha lá no meio do mar, e são poucas as que sobram para os pequenos pescadores. Um dos possíveis motivos de as creches receberem sempre os mesmos alimentos seria porque a prefeitura manda aquilo que seria de fácil acesso. Pelos relatos dos professores percebemos que são poucas as creches que servem saladas verdes, isso porque a prefeitura não disponibiliza estas verduras. Segundo a gerência da alimentação, estes alimentos não são distribuídos porque estragam muito fácil, amassam e podem chegar impróprios para o consumo. Inelve nos relatou que em sua instituição as crianças comem saladas verdes todas as quartas-feiras, pois neste dia acontece uma “feirinha” próxima à creche, onde são compradas alfaces, couve etc.
De acordo com alguns professores, esse texto fica restrito, pois mostrou apenas uma experiência numa determinada instituição, sendo assim, não podemos generalizar para toda a rede. Existem sim, algumas instituições em que o momento de alimentação é um momento em que a imaginação e a fantasia toma conta do ambiente, quando as crianças não comem por comer, para não sentirem fome depois, mas sim se alimentam sabendo a importância dos alimentos para o corpo e para a vida. Para que isso aconteça, os profissionais de toda a instituição precisa se unir para mais bem compreender esse momento de alimentação, proporcionando a integração de diferentes faixas etárias. Ainda sobre o texto, verificou-se que esta pesquisa traz somente o lado negativo da situação, seria interessante que ele abordasse momentos de sucesso nos momentos de alimentação.
Uma professora nos relatou que em sua instituição a professora de sala não a deixa participar do momento de alimentação. Ela até levou este fato à diretoria, mas até agora nada se resolveu. A professora Cida nos contou que em sua instituição havia o Grupo
6, que não queria comer salada nem frutas, então um trabalho realizado com as professoras de sala e a professora de Educação Física mostrou a importância dos alimentos, quais as vitaminas, quais as fibras existentes nos alimentos, e o como essas vitaminas e essas fibras agem em nosso organismo. Foi uma forma de “conscientização corporal”, mostrar a importância de se alimentar. A partir dessa “conscientização” as crianças voltaram a comer saladas e frutas e também a “exigir” comê-las em casa.
Após a pausa para o café, o grupo decidiu se encontrar terça-feira dia 13.07 às 9h na UFSC, para a conclusão do trabalho com as Diretrizes. Então ficou decidido que até dia 10.07 as pessoas responsáveis em escrever os textos os enviariam a Alex, que irá copilar os dados. André ficou de fazer um roteiro para escrever o texto das Diretrizes, assim o grupo acredita que será mais fácil articular as ideias.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Encontro extra sobre as Diretrizes Curriculares da Educação Física na Educação Infantil.
O próximo encontro do Grupo Independente será no dia 13.07.2010, na sala 70 dp CDS (na piscina) às 9 horas.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Relatório do dia 29/06/2010 - Formação Continuada dos professores da Rede Municipal de Educação de Florianópolis
Começamos o encontro às 9h13min. Inelve apresentou as duas doutorandas convidadas pelo professor Alexandre, que estavam presentes no encontro, Carol e Josiana, ambas do PPGE/UFSC. Elas fizeram uma breve apresentação, e comentaram o motivo do convite do professor. Estavam ali para observar olhares diferentes sobre a obra de Vygotsky, já que o texto seria discutido neste encontro, e elas têm bastante interesse no assunto, pois o tema tem haver com as pesquisas delas no doutoramento.
André iniciou a discussão do texto falando sobre a imaginação das crianças, que é influenciada muitas vezes pela mídia. As crianças representam personagens infantis presentes em desenhos animados (Ben 10, Barbie etc.). Utilizam da memória para interpretar papéis, muitas vezes membros familiares, como pai, mãe, avó. Por meio dos desenhos, as crianças também usam a imaginação, fantasiando coisas e criando objetos, bichos.
Foi feita uma diferenciação entre a memória e a imaginação. A primeira é algo já vivenciado; na imaginação a criança cria um mundo à parte. Carol colocou que a existe a imaginação reprodutora, que é a involuntária, e a imaginação criadora, quando o sujeito cria voluntariamente. Nos dois tipos de imaginação, o sujeito não possui controle total sobre esses processos. Toda atividade tem a ver com as bases de existência. A imaginação tem relação forte com a realidade, por exemplo, um cavalo que voa: o cavalo é real, e voar também é possível, não para um cavalo, mas para outros bichos. A criança faz uma relação imaginário-real. Quanto mais nova a criança, menor sua capacidade de imaginação, pois têm poucas experiências, conhece pouco. O adulto tem muito mais capacidade de imaginar do que as crianças.
Uma professora comentou que cada fase da criança é diferente. Com os mesmos objetos, crianças de faixa etária diferentes brincam de forma diferente, com brincadeiras distintas. Uma grande dúvida dos professores é o que o professor pode fazer, ou qual a função do professor, para auxiliar no desenvolvimento das crianças.
Santa Helena relatou a experiência da sala criada pelas professoras da creche em que trabalha. Nela, as crianças deveriam entrar descalças e com os olhos vendados. Lá dentro experimentavam diversas sensações e experiências de toque, aguçando os sentidos e a imaginação. Pisavam em macarrão, esponja com água, passavam as mãos na parede com gel etc. Cada criança imaginava mil coisas para cada sensação passada.
O professor Alex chamou a atenção para o que diz o texto: “Para transformar a consciência é necessário transformar a realidade.” A realidade determinaria a consciência. Alex lembra Paulo Freire, seu método de alfabetização que usa a realidade de cada um como base na educação.
São importantes as contribuições de Vygotsky, que nos fazem pensar em qual o sentido das atividades que estamos trabalhando com as crianças. A atividade da criança é brincar; a atividade do adulto é o trabalho. É dispensável a mediação do adulto nas brincadeiras das crianças?
Voltando à questão da imaginação, muito presente no texto do Vygotsky, a imaginação não se restringe, não é sinônimo de memória. A imaginação consiste em combinar elementos da realidade, ou memória (das práticas vividas), para criar algo novo, que se “inaugura”. Imaginativamente, a criança pode fazer coisas que na realidade não poderia fazer, por exemplo dirigir um carro; na realidade ela não pode dirigir, mas na sua imaginação ela pode tudo, não há restrições.
Devido a uma tarefa que tínhamos que cumprir a respeito do Termo de Compromisso do Estágio obrigatório, ausentamo-nos da reunião às 11:15h, com o consentimento do professor Alexandre.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Reunião 15 de Junho de 2010 - Diretrizes Curriculares da Educação Física na Educação Infantil
A reunião contou com a presença das professoras Inelve, Adriana, Cida e Carmem, e com o professor Alex. Inelve iniciou a reunião contando um pouco de como se iniciou a Gerência de Formação da SME. Contou que no dia 03.03.10 marcou-se uma reunião com um pequeno grupo para pensar em criar as Diretrizes Curriculares da Educação Física na Educação Infantil. Então no primeiro dia de encontro do Grupo Independente ficou decidido que as Diretrizes deveriam contemplar os relatos de experiência (conteúdos, avaliação e organização do tempo), especificidade da Educação Física, Projeto Político Pedagógico e Questões de Legislação.
Os professores ali presentes acharam que primeiro é necessário saber qual a posição do Grupo Independente para com as Diretrizes e que é importante a participação do professor Alexandre na construção dela. Sobre as possíveis fontes documentais que poderão servir como eixo norteador para a criação das Diretrizes, temos o caderno das Diretrizes Curriculares da Educação Física no Ensino Fundamental e na Educação Infantil da rede Municipal de Florianópolis, que traz um bom debate sobre a Educação Infantil. Os textos escritos por Débora Sayão também traz esse mesmo debate, fazendo encontrar a Educação Física com a Pedagogia da Infância. A Revista Motrivivência, em sua edição especial com textos de professores da rede , traz as questões que “incomodavam” os professores. Para os professores, as novas Diretrizes devem contemplar o que aparece de novidade na educação Física na Educação Infantil e deve servir como eixo norteador de nossa prática.
Foi comentado durante a reunião que em 2009 o Grupo Independente criou um documento escrito falando sobre a trajetória do Grupo desde sua formação em 2004. Esse documento foi entregue para SME naquele mesmo ano, com o intuito de que o órgão continuasse oferecendo a Formação Continuada para os professores da rede Municipal de Florianópolis. Esse comentário foi somente para lembrar aos integrantes ali presentes que o Grupo tem condições de criar as Diretrizes.
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