Pessoal
Conforme deliberado em assembleia paralisação no dia 23 de abril. Desta forma, não teremos encontro neste dia.
Caros colegas, este Blog tem como objetivo servir de ferramenta para os participantes da Formação Continuada dos Professores de Educação Física atuantes na Educação Infantil da Rede Municipal de Florianópolis, promovendo através de seu acesso a socialização de materiais e comunicação efetiva entre todos os professores.
Sejam bem-vindos !
quarta-feira, 17 de abril de 2013
segunda-feira, 25 de março de 2013
FORMAÇÃO DA REDE - 16.04.2013
Formação da Rede (Convocação)
Horário: 08:00 - 12:00 ou 13:00 - 17:00
Local: CEC, Rua: Ferreira Lima, nº 82 - Centro
Horário: 08:00 - 12:00 ou 13:00 - 17:00
Local: CEC, Rua: Ferreira Lima, nº 82 - Centro
sábado, 16 de março de 2013
Relatório do dia 05/03/2013 - Formação Continuada dos Professores da Rede Municipal de Educação de Florianópolis - GI
No dia 05 de março de 2013, às 09 horas, teve início o Encontro do Grupo
de Estudos Independente da Educação Física na Educação Infantil. Ele contou com
a presença de dez (10) professores, bem como de uma bolsista do Núcleo de
Estudos e Pesquisas Educação e Sociedade Contemporânea (UFSC/CNPq).
Este primeiro encontro do ano teve como pauta discussões pertinente a
carreira do professor, legislação e direitos dos mesmos. Havendo ainda
necessidade de maiores esclarecimentos, ficou acordado para a primeira hora do próximo encontro
(26.03.13), continuar essa conversa contando com a presença do Alex Sandro
Batista dos Santos da diretoria de Educação do Sintrasem.
Também ficou organizado para o dia 26 a continuação e finalização do DVD das cirandas. Quem tiver interesse
em gravar algum comentário sobre o tema, relato sobre determinada canção, aclaramento
sobre este projeto, deve levar pensado e escrito para que no dia seja somente a
gravação do mesmo.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Relatório do dia 20/11/2012 - Formação Continuada dos Professores da Rede Municipal de Educação de Florianópolis - GI
No dia 20 de novembro de 2012, às 09h e 15min, teve início o Encontro do
Grupo de Estudos Independente da Educação Física na Educação Infantil, último
deste ano. Ele contou com a presença de doze (12) professores, bem como de uma
bolsista do Núcleo de Estudos e Pesquisas Educação e Sociedade Contemporânea
(UFSC/CNPq). Teve como pauta a discussão das atividades feitas durante o ano de
2012 e a organização do ano letivo de 2013.
O encontro começou com a exposição das gravações das dança-cirandas,
feitas em um encontro extra pelo Grupo Independente com o intuito de ter um
material concreto sobre o tema. Em seguida houve um debate sobre o material e
propostas para avançar ainda mais, como haver produção de um segundo DVD de cirandas, organizar um relato
sobre esta atividade e publicar em algum meio de comunicação.
No segundo momento foi organizado o calendário 2013 dos encontros do
Grupo Independente. Como há incertezas se os encontros de Formação da Rede
Municipal de Educação de Florianópolis continuarão acontecendo, o Grupo
preferiu estabelecer dois encontros mensais e caso a Prefeitura confirme as
atividades que por ela poderão ser propostas, o cronograma será adaptado.
Assim ficou disposto o calendário 2013 do Grupo Independente, com
respectivos temas:
Março:
05-03 –
Finalização do DVD Cirandas.
19-03 -
Finalização do DVD Cirandas.
Abril:
02-04 – Debate
acerca do desenvolvimento da consciência moral na infância. Jairo ficou
responsável por abrir a discussão.
23-04 – Debate
acerca do desenvolvimento da consciência moral na infância.
Maio:
07-05 – Oficina
de capoeira. Andréa e Juliano se dispuseram a ensinar algo sobre a
movimentação, instrumentos, história da capoeira.
21-05 – Oficina
de capoeira.
Junho:
04-06 – Relatos
de intervenções nas idades de 0 a
3 anos e debates de textos que possam orientar essa prática.
18-06 – Idem.
Julho:
02-07 –
Avaliação referente ao primeiro semestre.
Agosto:
06-08 – Relatos
e discussões sobre avaliação da Educação Física e como tem sido feita nas
instituições.
20-08 – Idem.
Setembro:
03-09 – Convite
aos supervisores de estágio das instituições em que atuam os professores
presentes no grupo, para o debate sobre a avaliação na Educação Física.
17-09 – Debate
sobre o tema acima.
Outubro:
08-10 – Produção
de um CD infantil para utilizar nos momentos de Ed. Física.
22-10 – Idem.
Novembro:
05-11 – Retorno à
discussão do tema mais polêmico do ano.
19-11 – Oficina de
produção de matérias com a professora Geisa.
Para a discussão do tema acerca do desenvolvimento da
consciência moral na infância, o professor Jairo indicou o livro O educador e o desenvolvimento da moralidade
na infância: uma abordagem construtivista, de Telma Peliggue Vinha.
Relatório do dia 06/11/2012 - Formação da Rede Municipal de Educação de Florianópolis
No dia 06 de novembro de 2012, às 08h e 30min, teve início o Encontro de
Formação da Rede Pública Municipal de Educação, grupo da manhã. Ele contou com
a presença de vinte e dois (22) professores, bem como de uma bolsista do Núcleo
de Estudos e Pesquisas Educação e Sociedade Contemporânea (UFSC/CNPq). O
Encontro foi coordenado pelo professor Alexandre Fernandez Vaz e teve como
convidado o professor Felipe Almeida vindo do Espírito Santo.
Na primeira parte foi possível contar com a presença da Doutora Senen,
dermatologista, em nome da Prefeitura de Florianópolis, explicando e tirando
dúvidas sobre a importância do uso de filtro solar. Ele é disponibilizado pelo
órgão em questão para os professores de Educação Física da Rede Municipal.
Em seguida Alexandre apresentou o professor de Educação Física Felipe
Quintão Almeida, da Universidade Federal do Espírito Santo, que compõe com Valter
Bracht o grupo que tem se dedicado ao estudo do desinvestimento
docente, no qual se refere a situação de muitos professores que param de
investir na sua carreira em algum momento da sua vida. O convidado do dia vem
falar sobre um tema correlato a este, que é sobre a Prática Pedagógica e a
Produção de Conhecimento em Educação Física Escolar. Trata-se de um tema
importante na perspectiva que todo educador deve ser alguém que pensa sua
prática, ao mesmo tempo em que esta prática deve ser pensada no ponto de vista
da pesquisa.
Felipe organizou sua fala em dois (2) momentos, sendo que
no primeiro apresentou um balanço epistemológico da produção do conhecimento em
Educação Física Escolar. Como que se organizou, sobretudo nesses últimos trinta
(30) anos, a produção de conhecimento nesta área. Lembrando que um balanço é
sempre um recorte, feito com base em alguns critérios. Depois, apresentou
quatro (4) problematizações que precisam ser observadas quando se vai fazer um
debate sobre a prática pedagógica e a formação docente em Educação Física.
Para apresentar o primeiro momento, foram utilizados como
base dois (2) textos publicados recentemente em 2011 e 2012 chamado Educação Física Escolar como tema da
produção do conhecimento superior nos periódicos da área no Brasil (1980-2010)¹, parte I e parte II, na revista Movimento. Esses dois textos são possíveis de
ser encontrados na internet e foram
resultado de uma investigação tendo como objetivo de estudo a produção do
conhecimento em Educação Física escolar utilizando nove (9) periódicos da área
tidos como importantes, são eles: Revista Brasileira de Ciências do
Esporte (RBCE), Movimento, Revista da UEM, Pensar a Prática, Motrivivência,
Motriz, Ciência e Movimento, Motus Corporis, Revista Brasileira de Educação
Física e Esporte (RBEFE). Foi analisado esse conjunto de fontes desde as
publicações de 1980 à 2010. Para a interpretação dos dados encontrados foram
escolhidos quatro (4) chaves de leitura, eixos de interpretação: quais as
principais perspectivas metodológicas, referências teóricas, problematizações e
resultados.
Felipe nos traz um fato preocupante para quem está no campo acadêmico e para
aqueles que estão atuando profissionalmente na área da Educação Física Escolar.
Ele destaca que o volume de produção nessas nove (9) revistas, em um total de
4.166 artigos, somente 647 tinham como tema a Educação Física Escolar, o que
equivale a aproximadamente 15% de toda a produção nessas três (3) décadas. Na
análise feita foi possível saber quais periódicos publicam mais textos desse
tema e a revista Motrivivência, aqui da UFSC, ficou em segundo lugar. Tendo
conhecimento desse percentual, parece-nos possível dizer que este não
corresponde à importância da Educação Física Escolar.
Depois de destacar esse primeiro aspecto, o convidado se ateve em outro, encontrado
durante a pesquisa da qual ele fez parte, resultante nos dois textos que o usa
como base para essa explanação, citados acima, que é o pluralismo teórico e
metodológico que o campo da Educação Física experimentou durante essas três
décadas. Felipe destaca esse fato como muito bom para o campo e faz uma síntese
dessa multiplicidade desses trinta (30) anos, chegando nas problematizações, no
segundo momento.
Quando se observa as publicações no período estudado pelos pesquisadores,
constata-se que nos anos 1980 fundamentalmente predominou aquilo que se pode
chamar de ensaio como forma
metodológica. Nos anos 1990 e 2000 os dados demonstram uma variedade maior,
destacando-se além dos ensaios, os relatos de experiência, estudos com base
documental e bibliográfica, pesquisas de campo, etnografias, análises
cienciométricas, pesquisa participante, pesquisa colaborativa, estudo de caso,
entre outras, todas elas tendo de algum modo interesse na Educação Física Escolar.
Esse maior equilíbrio metodológico parece acompanhar o amadurecimento teórico
da área. Essas diferentes formas de fazer pesquisa são resultado de novas
referências na área, e assim a produção do conhecimento sobre o tema cada vez
mais sofre influência desse pluralismo teórico e metodológico, de tal modo que
parece improvável que uma perspectiva prevaleça em detrimento às demais, como
já foi o caso em períodos anteriores. Também do ponto e vista político é
importante para assim haver diversos modos de como interpretar a Educação Física
Escolar, segundo Felipe.
Esse pluralismo, que é responsável pela renovação discursiva no campo da
produção do conhecimento em Educação Física Escolar, possibilitou algumas
problematizações no campo e também para a prática pedagógica do professor. Felipe
elencou quatro (4) delas: 1) A necessidade de renovar as práticas pedagógicas;
2) O retorno a didática; 3) A necessidade de considerar a “voz” dos
professores; 4) O reconhecimento da “vida” no trabalho docente.
Iniciando o comentário pelo primeiro item, o convidado diz que as
características assumidas pela atual produção do conhecimento em Educação Física
Escolar hoje apontam na direção de pragmatizar as teorias pedagógicas, repensar
a relação entre teoria e prática. Também é necessário diminuir o hiato entre a
universidade e a escola para caminhar na direção de se pensar como mudar a
prática em uma direção crítica.
Um desafio que está disposto no campo de formação dos professores é como
realizar uma prática progressista em Educação Física. O que parece estar
colocado é a necessidade de avançar no sentido de superar uma prática docente
na qual não se acredita mais que contrasta com outra que ainda tem dificuldade
de se pensar e desenvolver, como materializar o discurso crítico produzido pela
área nos últimos anos.
O segundo aspecto listado é chamado por Felipe de retorno à didática. Com
esse pluralismo teórico e metodológico, a produção do conhecimento indica que o
foco na didática é estratégico para o momento, pois possibilita articular os
diversos temas de pesquisa em direção a práticas pedagógicas concretas,
diagnosticar equívocos, méritos dos processos de ensino e aprendizagem
vigentes, apontar novas possibilidades de intervenção.
No terceiro eixo é comentado sobre considerar a voz dos professores, ou seja, o que eles tem a dizer, escutá-los.
Durante muito tempo os investigadores consideraram as narrativas dos professores
e suas vozes elementos sem muita
importância para a prática pedagógica e na formação. Reduziu-se a formação
docente a um conjunto de competências e capacidades vinculadas fundamentalmente
à prática, realçando a dimensão essencialmente técnica da ação pedagógica, seus
melhores métodos e técnicas. Como conseqüência dessa compreensão, predominou
durante muito tempo tendências escolarizadas ou academicistas nos programas de
formação dos professores. Ao confiar sua formação aos outros, a voz do docente
foi silenciada nas decisões que precisam ser tomadas rumo a práticas inováveis.
A formação assim compreendida deixa a entender que o problema de não se renovar
a prática é apenas do professor e não, em larga medida, da proposta de mudança.
Sabemos que o professor é fundamental para a mudança e para repensar a
prática. Ele deve se reconhecer como autor da sua prática, autônomo, alguém que
reelabora, repensa. O reconhecimento da voz
do professor contribui para entender como os docentes assimilam e reinterpretam
novas idéias e conteúdos, mas também implementam novas estratégias. Isso
aponta, portanto, para a necessidade de se ouvir mais os agentes que estão na
escola e saber que prestar atenção no que eles têm a dizer implica em uma necessária
humildade epistemológica.
Por fim Felipe encerra comentando sobre o ultimo item. Os estudos
demonstram que a vida é um elemento
importante para se pensar o modo do professor atuar. Nossos processos
formativos acontecem em tempos e lugares diferenciados, tendo a memória um
trabalho privilegiado em reconstruí-los. Por que é importante considerar o
ciclo de vida? Alguns autores defendem que o valor formativo de uma ação
formativa parece mais ligado à dinâmica interna e à história de vida dos
professores do que à clareza das intenções do formador ou à qualidade de sua
intervenção.
As decisões relativas à escolha da profissão, direção que é dada à
carreira, desinvestimento no ensino, experiências inovadoras, abandono da
docência, momentos pelo qual o professor passa pela sua carreira, poderiam ser
estudados e compreendidas se além dos aspectos profissionais prestássemos
atenção à pessoa que é o docente e sua à vida dele.
Após essa conversa, Felipe abriu espaço para perguntas e esclarecimentos.
Professora Adriana se pronunciou agradecendo ao professor Alexandre por trazer
o convidado para este encontro e em específico ao Felipe por coroar o trabalho
que os professores do Grupo vêm tentando desenvolver na Formação da Rede
Municipal e por trabalhar com dados concretos, como foi exposto em sua fala. Houve
mais comentários por parte dos professores.
Por fim foi agradecido ao professor Alexandre Vaz por sempre estar presente dando o suporte necessário a essa caminhada dos docentes em busca de conhecimento, reflexões, avanços referente à área, e também à Prefeitura Municipal de Florianópolis.
Por fim foi agradecido ao professor Alexandre Vaz por sempre estar presente dando o suporte necessário a essa caminhada dos docentes em busca de conhecimento, reflexões, avanços referente à área, e também à Prefeitura Municipal de Florianópolis.
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