Caros colegas, este Blog tem como objetivo servir de ferramenta para os participantes da Formação Continuada dos Professores de Educação Física atuantes na Educação Infantil da Rede Municipal de Florianópolis, promovendo através de seu acesso a socialização de materiais e comunicação efetiva entre todos os professores.

Sejam bem-vindos !

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Relato do dia 04 de novembro de 2014 – Formação Continuada de Professores da Rede Municipal de Florianópolis

No dia 04 de novembro de 2014, às 08:00 horas, teve início o último encontro do ano de 2014 da Formação Continuada dos Professores de Educação Física da Educação Infantil da Rede Municipal de Florianópolis.
O encontro contou com a presença de aproximadamente trinta (30) professores, bem como de dois bolsistas da UFSC. O encontro foi ministrado pelo professor Jaison José Bassani, com a temática da Relação Espaço-Tempo, a qual foi definida no levantamento realizado no primeiro encontro da formação que ocorreu no inicio deste ano, dia 15 de abril de 2014.
            O professor Jaison iniciou o encontro questionando o motivo pelo qual essa temática foi apresentada como conteúdo a ser abordado nesta formação. E alguns professores relataram que foi devido à dificuldade que alguns enfrentam no cotidiano dos seus trabalhos pedagógicos devido à falta de tempo ou espaço adequado para realizar suas mediações.
            A partir desses relatos o professor Jaison relembrou o que foi desenvolvido nos encontros anteriores, isto é o desenvolvimento pensado como meio da aprendizagem, ocorrendo durante o processo da aprendizagem e não como pré ou pós-aprendizagem, sendo o individual e biológico, decorrente ao longo da sua maturação, exógena, cultural e social. Relacionando a aprendizagem e o desenvolvimento com as brincadeiras, brinquedos, conteúdos culturais e as interações.
O professor destacou que o Espaço e o Tempo são vetores fundamentais para o planejamento do professor. Que a organização do tempo das aulas de Educação Física (EF) na Rede municipal de Florianópolis podem ser feitas no âmbito institucional, assim possibilitando a organização específica para cada unidade de Educação Infantil.
            A partir dessa introdução foi apresentado um material didático  no data show, como ferramenta pra tratar essa temática. O material foi elaborado por ele Jaison Bassani e pelos professores Alexandre Vaz e Ana Cristina Richter, titulado como Espaço e tempo na educação infantil: Brincadeira, brinquedo, conteúdos culturais, interações”.
            O material iniciou apresentando um fragmento dos Parâmetros Nacionais de Infra-Estrutura para as Instituições de Educação Infantil, o qual segue abaixo na integra:

[...] construir o ambiente físico destinado à Educação Infantil, promotor de aventuras, descobertas, criatividade, desafios, aprendizagem e que facilite a interação [...]. O espaço lúdico infantil deve ser dinâmico, vivo, “brincável”, explorável, transformável e acessível para todos. [...] Acredita-se [...] que o professor tem papel importante como organizador dos espaços onde ocorre o processo educacional. Tal trabalho baseia-se na escuta, no diálogo e na observação das necessidades e dos interesses expressos pelas crianças, transformando-se em objetivos pedagógicos” (BRASIL, 2006, p.10).
            O documento trata sobre a construção de instituições, de como elas devem ser organizadas, planejadas, porém na realidade, muitas instituições não seguem essas orientações, seja por que foram construídas anteriormente a esse parâmetro, ou por que foram elaboradas em espaços reaproveitados, com arquiteturas já pré-estabelecidas.
            Outro levantamento feito pelo professor Jaison foi o de relembrar qual o papel social de Instituição de Educação Infantil?  Assistencial e educacional, preparando para a inserção na Educação Básica, afirma o professor Jaison. A qual entra em conflito com a organização do Ensino da Educação Básica do Fundamental e Médio. Devido pincipalmente as 03 (três) principais diferenças:

  • Organização Temporal
  • Organização Espacial
  • Relação com o Conhecimento

Quanto a organização temporal, esta não está organizada por hora aula, sim por momentos, sendo: entrada, alimentação, higiene, sono, atividade orientada, Educação Física, alimentação, parque e saída.
Na ausência do espaço específico para a Educação Física, geralmente a quadra poliesportiva, fica claro que na maioria das instituições de educação infantil não há espaços com condições ideais para o trabalho nesta etapa do ensino, o qual pode tornar o trabalho pedagógico dos professores limitado.
Outros espaços diferentes nas instituições de Educação Infantil comparado com as escolas são as salas de aula, as quais são organizadas de forma temática, com cada canto abordando um tema. Além de todas praticamente possuírem banheiros anexados a mesmas.
O refeitório também é outro espaço modificado, ele é o espaço central destas unidades, sendo realizadas as alimentações, atividades pedagógicas, reuniões. Além da participação das cozinheiras e das merendeiras no cuidado e educação das crianças, as quais possuem autoridade relacionada com o momento da alimentação, pois são elas as responsáveis por essa etapa tão importante das crianças nas instituições, as quais podem interromper o trabalho pedagógico para o momento da alimentação, quando a mesma está pronta.
          A relação com o conhecimento não se dá por disciplinas, mas sim por Núcleos de Ação Pedagógica (NAPs), assim divididos: Linguagem: gestual- corporal, oral, sonoro-musical, plástica e escrita; Natureza: manifestações, dimensões, elementos, fenômenos físicos e naturais; e Relações sociais e culturais: contexto espacial e temporal, identidade e origens culturais e sociais. Todos esses Núcleos devem compor o trabalho pedagógico do professor de Educação Física, sendo trabalhados das mais variadas formas.

Conceituação de Espaço

Diferenciação entre as dimensões que os espaços podem ter mediante os seus aspectos físicos e representativos, sendo elas:

         Dimensão material (física):
Medida, tamanho, comprimento, objetos...

          Dimensão simbólica (representação):
Interpretação diferente, imaginário, criável...

Revisando e representando

1.  Elementos culturais (sociedade) presentes na brincadeira da criança (indivíduo)
       Mercadorias da Indústria Cultural;
       Condições socioeconômicas;
       Situações de desprazer e de prazer;
       Regras, valores morais, modos de relação com o outro;
       Narrativas de terceiros;
       Partículas da história;
       Palavras;
       Expressões faciais e gestos;
       Afetos;
       Objetos disponibilizados pelos adultos (impulsos e motivos);
-          (Reconstruções de) Acontecimentos do passado;
-          Desejos irrealizáveis;
-         Objetos culturais e formas culturais (de comunicação, de interação, de expressão);

Experiência vivida e Experiência narrada

Ver      /           Ouvir   /          Cheirar           /    Saborear    / Sentir
Observar         /  Tocar    /    Manipular Movimentar   /    Agir

As experiências sensoriais prévias com os objetos culturais e com os outros se configuram como ponto de apoio e condição de existência da brincadeira. As experiências vividas são as bases para as brincadeiras, as quais possibilita mobilizar essa ação de transformar a ação em memória. Maior acervo de memória, maior possibilidade de brincadeiras.

Brincadeira = memória em ação



PRIMEIRO MOMENTO: (0 a 3 anos)

Função do objeto: caráter impulsionador; impulso para a ação/atividade/relação/contato.
Função da palavra: orientação no espaço, distinção de lugares separados no espaço; a palavra, inicialmente, significa um lugar conhecido na situação; união íntima da palavra com o objeto, do significado com o que a criança .

SEGUNDO MOMENTO: (A partir dos 3 anos)

Ação não mais desencadeada pelo objeto - que permanece na memória enquanto imagem/palavra/representação/significado - mas pela ideia.
A ideia separa-se do objeto, que, incialmente precisa de um ponto de apoio em outro objeto: o objeto pivô.
Exemplo: um cabo de vassoura (não mais o objeto específico) tornar-se um cavalo. Separação do significado “cavalo” do cavalo real.
Nova forma de relação da criança com a realidade: operar com significados
Emancipação das amarras situacionais (não depende mais do objeto; pensa no objeto ausente; lembra; imagina).

Necessidade de:

       Ampliar o quadro de experiências com os elementos da cultura
       Oferecer objetos culturais enquanto impulso/motivo para ação (interesse)
       Oferecer palavras juntamente com os objetos e seus atributos (cor, forma)
       Tematizar os produtos da Indústria Cultural (problematizar x silenciar ou proibir?)
       Oferecer obstáculos (à satisfação imediata dos desejos) que impulsionam à resolução de problemas e à fala egocêntrica, à busca de caminhos indiretos e à emancipação das amarrar situacionais (uso de objetos pivô; operação mediante significado)
      Recordar com as crianças: palavras, objetos, brincadeiras, impressões faciais, sentimentos, gestos, experiências vivenciadas, por meio de palavras e imagens (objeto ausente) favorecendo a operação com significados. [memória em ação pela linguagem]
      Apresentar os elementos da cultura, próximos e distantes;
“Para a criança berlinense ‘America’ é  uma palavra pelos menos tão familiar e corrente como ‘Potsdam’; e a importância da palavra é bem maior do que se pensa. O fato de designar o mais longínquo não impede a fantasia de alojar-se de maneira íntima e criativa” (BENJAMIN, 2002).
       Apresentar os elementos da cultura, evitando bálsamos;
“Se as crianças devem tornar-se um dia sujeitos adultos completos, então não se pode esconder delas nada que seja humano” (BENJAMIN, 2002).

Conteúdos culturais e organização dos espaços...

Planejar a organização dos espaços considerando:
       A análise crítica das mercadorias da Indústria Cultural?
       As condições socioeconômicas das crianças? (contexto)
       Os possíveis modos de relação entre criança e adulto e entre os pares?                    
       As emoções, tal como o medo, e as necessidades, tal como a fome e a sede?
       A segurança?
       A apresentação de novos objetos culturais (impulsos e motivos)(interesse)?
       A possibilidade de reconstrução de acontecimentos do passado?
       As experiências com a linguagem?

Planejar a organização dos espaços considerando:

Que elementos/objetos da cultura/conteúdos culturais compõem o espaço (de onde provem minhas inquietações e) em que desenvolvo práticas pedagógicas intencionais?
Que elementos/objetos/conteúdos da cultura excluo do espaço?
Que elementos próximos às crianças compõem o espaço?
Que elementos distantes às crianças compõem o espaço?
Que operações com os significados o espaço oferece?
Que formas de comunicação o espaço dispõe?
Que ações/atividades o espaço favorece?
Que experiências sensoriais o espaço oferece? O que se pode experimentar? De que modos?
Que movimentos o espaço favorece e desfavorece?
Que formas de controle o espaço impõe?
O espaço pode ser desconstruído?

Para que a inserção de cada indivíduo particular na história do gênero humano ocorra, não é suficiente nascer e viver em sociedade, não basta o contato imediato com as objetivações humanas.
Para que os indivíduos se insiram na história, humanizando-se, eles precisam de educação, da transmissão da cultura por parte de outros indivíduos. No ato educativo, reside a plataforma do ser social, isto é, de um ser cujo desenvolvimento é condicionado pela qualidade das apropriações que realiza nos espaços em que vive e convive.

ESPAÇO

n  Apropriações
n  Objetos          
n  Pessoas
n  Relações
n  Palavras
n  Sentimentos
n  Recordações
n  Narração
n  Cores
n  Texturas
n  Cheiros
n  Sabores
n  Ritmos
n  Melodias
n  Necessidades
n  Regras
n  Sensações
n  Gestos
n  Expressões faciais
n  Desafios
n  Valores
n  Proibições
n  Imagens


  
UM EXEMPLO
BENJAMIN, W. Obras escolhidas II: rua de mão única. 4. ed. São Paulo: Brasiliense, 2000.



A ILHA DOS PAVÕES E GLIENICKE
  
 “ [...] a alegria de aprender a andar de bicicleta, de outra feita, não teria sido maior se com isso não tivesse conquistado novos territórios. Isso se deu num daqueles ginásios de piso asfáltico, onde, durante toda moda do ciclismo, essa arte, que hoje as crianças se ensinam umas às outras, era ensinada com tanta formalidade quanto à direção de automóveis. O ginásio ficava no campo, perto de Glienicke.
[...] Os balneários públicos exibem com frequência piscinas para nadadores e para os que não sabem nadar; do mesmo modo, se podia falar aqui de uma separação. Pois, de fato, ela existia entre os que tinham de se exercitar no piso asfaltado e os que outros que podiam sair do ginásio e pedalar no jardim. Demorou algum tempo até que eu ingressasse nesse segundo grupo. Porém, num belo dia de verão permitiram que eu saísse. Fiquei atordoado. O caminho era de cascalhos; as pedrinhas rangiam; pela primeira vez, não havia proteção alguma contra o sol que me cegava.
O piso do ginásio era sombreado e cômodo e não possuía caminhos predeterminados. Aqui, no entanto, os perigos nos espreitavam a cada curva. Embora não tivesse nenhuma roda livre e o caminho fosse plano, a bicicleta parecia mover-se por conta própria. Era como se eu jamais a tivesse montado.
Uma vontade autônoma começou a se manifestar no guidom. Cada buraco na estrada ameaçava me tirar o equilíbrio. Havia muito que eu desaprendera a cair, mas eis que agora a gravidade fazia valer sua força, à qual renunciara durante anos. [...] Os galhos das árvores zuniam em meu rosto quando passei e, quando já perdera toda esperança de poder parar, de repente me acena o suave limiar da entrada. Com o coração palpitando, mas com todo o ímpeto que o declive acabara de me dar, emergi na sombra do ginásio, montado na bicicleta. Ao desmontar, o fiz com a certeza de que [...], o palácio de Babelsberg com suas graves ameias e os perfumosos pomares de Glienecke, caíram em meu regaço, através da aliança que fiz com aquele declive, com tanta felicidade [...]”(BENJAMIN, 2000, p. 138).

ESPAÇO



n  Alegria
n   Atordoamento
n   Felicidade
n   Susto
n   Medo
n   Segurança
n   Conforto
n   Comodidade
n   Palpitação
n   Desafio
n   Conquista
n   Distâncias (perto/longe)
n   Funções
n   Cegueira
n   Zunidos
n  Modos de deslocamento não predeterminados
n  Separação entre competentes e não competentes
n  Perigos à espreita
n  Cascalho
n  Buracos
n  Pedra
n  Árvore
n  Sol
n  Cheiros
n  Desequilíbrios e equilíbrios
n  Gravidade
n  Sombra
n  Diluição e domínio
n  Matéria-prima da experiência subjetiva, da narração



Proximidade e Distanciamento

“Cada educador deve ser um pesquisador da sua prática pedagógica, precisa ter o olhar afiado pela dimensão investigativa ou imitará durante toda a vida as vivências escolares ou as aulas ‘práticas’ da licenciatura. O tempo não legitima a prática profissional. Quantas vezes já se ouviu uma das seguintes variações: ‘Isso eu já sei porque sou professor há vinte anos’; “Criança eu conheço, é assim mesmo’; [...]. É de se perguntar: esses colegas de fato ministram aulas há tanto tempo, ou há tanto tempo ministram a mesma prática?” (VAZ, 2008).
Ao final do encontro Professor Jaison agradeceu aos professores que acompanharam a formação ao longo do ano, agradeceu também à Secretaria Municipal pelo convite.


As atividades foram encerradas aproximadamente às 12 horas.

Referência
VAZ, Alexandre F.; RICHTER, Ana C.; BASSANI, Jaison. J. Espaço e tempo na educação infantil: Brincadeira, brinquedo, conteúdos culturais, interações. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2014. 26 slides: color. Slides gerados a partir do software Power Point.

BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Básicos de Infraestrutura para Instituições de Educação Infantil. Brasília, MEC/Secretaria de Educação Básica, 2006 Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Educinf/eduinfparinfestencarte.pdf. Acesso em 10.11.2014.



terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Relato do dia 21 de outubro de 2014 – Formação de Professores do Grupo Independente de Educação Física

        No dia 21 de outubro de 2014 às 09:00 horas, aconteceu o Encontro de Formação de Professores do Grupo Independente de Educação Física. O encontro contou com a presença de sete (7) professores, e dois (2) bolsistas da UFSC. Teve como pauta a continuação da temática da Avaliação da Educação Física na Educação Infantil, por meio da apresentação de relatos e experiências e continuidade do trabalho já realizado no ano de 2013.
        Devido ao fato de alguns professores presentes não terem participado do primeiro encontro sobre as avaliações do dia 23/09, foram revisados os critérios elaborados no ano de 2013, disponível nos relatos de 01/10/2013 e 22/10/2013 (segue link nas referências). Os professores apresentaram seus métodos de avaliação, tanto individual como coletiva, expondo suas dificuldades sobre este tema fundamental para o trabalho pedagógico.

Algumas questões levantadas foram:

- Dificuldade de avaliar individualmente;
- Cobrança das supervisoras/diretoras quanto à avaliação individual
- Professores substitutos, ACT (temporários), ou efetivos, porém com pouco tempo na unidade, e que deste modo não possuem conhecimento específico de cada criança para conseguir avalia-las individualmente.
- Crianças que faltam muito à aulas
- Crianças que estão presente nas aulas, porém se tornam “invisíveis” nos registros, uma parte delas é tímida.
- Crianças que aparecem demais nos registros, consideradas “espevitadas”.
- Ter bastantes registros, porém não saber o que é significante, importante para colocar nas avaliações.
- Não ter critérios, que orientem a elaboração das avaliações.
- Avaliar para quê? Para quem?

Durante os relatos das avaliações dos professores presentes, destacaram-se alguns tópicos:
- Participação;
- Interação do grupo;
- Evolução das crianças;
- Propostas e materiais utilizados;
- Envolvimento do grupo com as atividades coletivas;
- Desenvolvimento e Aprendizagem.

    Ao final do encontro, foi retomado um tópico apresentado no encontro anterior: o que podemos fazer para melhorar, como conseguir elementos para avaliarmos individualmente as crianças? Diante desta indagação, a professora Rosângela relatou que constrói tabelas com tópicos a serem analisados nas crianças, ela apresentou-a desenhando-a no quadro presente na sala do encontro. Durante a apresentação dessa ferramenta de avaliação, ocorreram sugestões de novos tópicos e como poderia ser desenvolvida. Ficou nítido o interesse dos professores presentes pela nova ferramenta, relataram que irão tentar aplica-la no próximo ano.
   A Tabela possui como características apresentar o nome das crianças no canto esquerdo, no sentido vertical, e na parte superior no sentido horizontal os tópicos, habilidades a serem analisadas.
    Os elementos devem estar relacionados com o planejamento do professor, seja pelo tema da aula, ou do que se vem desenvolvendo. Quanto à aplicação da tabela, ela pode ser utilizada por cada aula, ou no início de uma unidade e no final dela, para realizar uma comparação.
   A utilização da tabela fica a critério de cada profissional, as respostas podem ser: Sempre (S), Nunca (N), Às vezes (A.V), Faltou (F), entre outras que podem ser elaboradas. Segue uma ilustração abaixo de uma aula com tema do Boi de Mamão, o qual possui os questionamentos acerca das crianças: Dançam o Boi, trocam os personagens com os colegas, cantam as músicas, entre outros, que podem ser elaborados.


O encontro terminou aproximadamente às 12hs.

Referências

 

Relato do dia 01 de Outubro de 2013. Disponível em <http://efinfantil.blogspot.com.br/2013_10_01_archive.html>.

 

Relato do dia 22 de Outubro de 2013. Disponível em <http://efinfantil.blogspot.com.br/2013/12/relato-do-dia-22-de-outubro-de-2013.html>.

 


 

Relato do dia 23 de setembro de 2014 – Formação de Professores do Grupo Independente de Educação Física

          No dia 23 de setembro de 2014 as 09: 00h aconteceu o Encontro de Formação de Professores do Grupo Independente de Educação Física. O encontro contou com a presença de nove (9) professores, e dois (2) bolsistas da UFSC. Teve como pauta a Avaliação da Educação Física na Educação Infantil, através de apresentação de relatos e experiências e continuidade do trabalho já realizado no ano de 2013.
Nos encontros de 2013 foram construídos critérios de orientações juntamente com o professor Alexandre Vaz durante a Formação Continuada de Professores de EF na Ed. Infantil da Rede de Florianópolis. Os relatórios completos destes esses encontros estão disponíveis neste Blog, no período de outubro de 2013 (site: http://efinfantil.blogspot.com.br/).
Dando continuidade ao ano anterior foram discutidos os relatos de experiência quanto a essa temática, a verificação quanto à aplicação dessas orientações construídas em 2013, e também a sugestão de desafio, de conseguir avaliar individualmente pelo menos um Grupo a cada ano de trabalho.
Para relembrar os critérios construídos no ano anterior, foi elaborada uma síntese dos relatórios dos encontros de 2013 contendo os critérios de orientações e as questões levantadas. Foram encaminhadas com antecedência por e-mail aos professores que participam dos encontros do Grupo Independente, para relembrarem da construção desses critérios.
Algumas questões ainda persistem, como a da dificuldade em avaliar as crianças individualmente e a cobrança das supervisoras e diretoras quanto à avaliação individual. Também foi relatado que os professores substitutos, ACT (temporários), sentem uma grande dificuldade de avaliar nesse modelo, pois não possuem conhecimento específico de cada criança para conseguir avalia-las individualmente, pois estão há pouco tempo nas unidades.
Inicialmente foram apresentados na lousa digital os critérios de orientações elaborados pelo Grupo em parceria com o professor Alexandre Vaz, no ano de 2013. Após a apresentação ocorreram os relatos de experiência e debates sobre as avaliações.
Segue abaixo os critérios e questões orientadoras elaboradas em 2013.

QUESTÕES FUNDAMENTAIS
- O que as Crianças têm a revelar?
- Como se percebe o que as crianças revelam?
- Como documentar o que as crianças revelam?

QUESTÕES PARA AVALIAÇÃO
a) Dependente dos interesses da formação das crianças (Pensar nas crianças, avalia-las é bom para que se formem melhor).
b) Não ligada à promoção para as etapas seguintes (Grupos seguintes).
b) Não ligada a pré-requisitos para ingressarem na etapa seguinte (Esses questionamentos foram apresentados pelo professor Alexandre nos encontros do ano de 2013, e dizem respeito à função da educação infantil, a qual não possui como objetivo verificar o nível de conhecimentos dos alunos, ou pré-requisitos para que as crianças possam ingressar no grupo seguinte).
c) Considerar o que foi “ensinado” (trabalhado).
d) Observar as singularidades em longo prazo.
e) Considerar desenvolvimento e aprendizagem.
f) Processo de equilíbrio entre as propostas práticas consideradas e os critérios a serem avaliados.

QUESTÕES ORIENTADORAS

a) O “bebê” deixa-se tocar com facilidade por um adulto? (Relação corporal)
b) Apresenta desenvoltura para se localizar no espaço e entre brinquedos? (Atividades de circuito, de rodas).
c) Salta? Corre? Lança objetos à distância?
d) Quais atividades de equilíbrio dominam e em que grau? (Estático, dinâmico, superar o medo, com ajuda ou sem ajuda).
e) Resolve situações de conflito, negociando ou agredindo fisicamente e verbalmente?
f) Domina a organização dos jogos e brincadeiras?
g) Dispõe-se a exercer diferentes papéis nas atividades?
h) Toca e deixa-se tocar sem violência?

ORIENTAÇÕES
a)      Pensar em cada Grupo.
b)      Temos que fazer as perguntas certas, do contrário aguardamos respostas que elas não podem dar.
c)      Brincadeiras como ferramentas educacionais. Não se esquecer do objetivo pedagógico nas brincadeiras, não ser apenas brincar por brincar.
d)      Não devemos esperar um ideal de criança universal, mas, sim respeitar as singularidades.

O encontro foi bem produtivo, cada professor apresentou seus modos de avaliar, tanto individual, quanto em grupo. É notório que o modo de avaliar depende de vários fatores, como a questão do número de grupos e crianças, da carga horária do professor, da política das instituições etc.
Um dos pontos importantes do encontro foi quando uma professora discutiu um dos tópicos apresentado nos critérios, o qual informa que não podemos considerar a criança um ser ideal, universal, e complementou que é muito importante conhecer as crianças, saber suas singularidades, para conseguir avalia-la individualmente. Em uma unidade em que trabalha, as professoras de sala realizaram uma anamnese das crianças, e ela como professora de EF quis ter acesso a esse documento tão importante, o qual evidentemente a ajudou a conhecer melhor as crianças e tornar sua avaliação mais completa.
Outro ponto importante foi quanto ao questionamento apresentado por uma das professoras: O que podemos fazer para melhorar, ou conseguir elementos para avaliarmos individualmente as crianças? Diante desse questionamento, os professores pensaram como poderia ser resolvida essa questão. Foram apresentadas soluções de registrar o máximo de informações possível sobre as crianças nas aulas, buscar ajuda em registros anteriores daquela criança, seja semestre, anos, conversar com as professoras de sala, com os pais ou responsáveis.
Outra questão importante acerca da avaliação foi discutir que avaliar individualmente não é apenas apresentar informações sobre a criança, mas sim apresentar questões importantes, significativas sobre a aprendizagem e o desenvolvimento, e que na avaliação é necessário ter uma teorização e relação lógica com o planejamento e os objetivos da Educação Física na Educação Infantil.
Ao final ficou acertada a data para o próximo encontro que será 21/10 e dará continuidade a este tema. Sugeriu-se que cada professor tente registrar o máximo de informações sobre pelo menos uma (1) criança, para iniciarmos uma avaliação individual no próximo encontro.

Referências

Relato do dia 01 de Outubro de 2013. Disponível em <http://efinfantil.blogspot.com.br/2013_10_01_archive.html>.

 

Relato do dia 22 de Outubro de 2013. Disponível em <http://efinfantil.blogspot.com.br/2013/12/relato-do-dia-22-de-outubro-de-2013.html>.