Caros colegas, este Blog tem como objetivo servir de ferramenta para os participantes da Formação Continuada dos Professores de Educação Física atuantes na Educação Infantil da Rede Municipal de Florianópolis, promovendo através de seu acesso a socialização de materiais e comunicação efetiva entre todos os professores.

Sejam bem-vindos !

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Relato do dia 25 de Agosto de 2015 – Formação de Professores do Grupo Independente de Educação Física


Autoria: Mariana Vieira Flores da Silva                 

            No dia 25 de Agosto de 2015, a partir das 9h, teve início o Encontro de Formação de Professores do Grupo de Estudos Independente de Educação Física na Educação Infantil. Neste dia reuniram-se seis pessoas, sendo cinco professores e uma bolsista da UFSC. Conforme cronograma estabelecido para os encontros deste ano, esta data teria como pauta a apresentação da dissertação da Professora Mirtes e também a apresentação da dissertação da Professora Nathália, porém isto se tornou inviável em virtude de outros compromissos das docentes. Com isto, ficou decidido ao início do encontro de hoje que este momento seria utilizado para a discussão do cronograma, reorganizando as pautas dos últimos quatro encontros do ano.
A Professora Adriana sugeriu que os últimos encontros fossem destinados, em sua maior parte, para a reflexão sobre os métodos de avaliação utilizados por cada docente, de modo a compartilhar experiências e assim ampliar o conhecimento. Para isto, ela sugere para o primeiro momento, a utilização de alguns documentos construídos por acadêmicos de Educação Física da UFSC, os quais realizaram seus estágios obrigatórios no NEI Dra. Zilda Arns, no bairro Carianos, local em que ela trabalha, nos semestres de 2014/2 e 2015/1. São experiência única, vivenciada de modo diferenciado da realidade dos docentes em questão, Adriana afirma que estes documentos são produzidos de maneira detalhada, contemplando elementos que muitas vezes podem ser esquecidos ou de difícil sistematização para os docentes que atuam com diversas crianças, em diferentes grupos, podendo, assim, contribuir para uma reflexão e construção de novas possibilidades. Neste momento, então, Adriana sugere que a bolsista Mariana, que também realizou seus estágios obrigatórios sob sua supervisão, envie esses documentos (roteiro de análise, planejamento, relatório das intervenções e relatório final)  via e-mail para todos e apresente os tópicos propostos e contemplados no encontro do dia 29 de Setembro, de modo a contribuir neste processo.
 Visando manter as apresentações que ocorreriam no dia atual, ficou decidido que Mirtes e Nathália farão suas apresentações no próximo encontro, a ser realizado no dia 15 de Setembro, necessitando apenas da confirmação de ambas. A programação do dia 20 de Outubro também foi alterada, mantendo a continuação do processo de reflexão sobre a avaliação, ocorrendo uma socialização das avaliações realizadas pelos docentes, para quem se sentir a vontade. A Professora Heloisa, presente neste encontro, confirmou sua participação nesse momento. O que estava programado para este dia, ocorrerá no encontro do dia 24 de Novembro. A Professora Denize irá apresentar um relato de experiência sobre seu projeto de Natação, já confirmado com ela no encontro deste dia. No segundo momento desse encontro, será construído o cronograma do ano de 2016. A Professora Adriana menciona que acha interessante inserir o trabalho dos estagiários da UFSC nos encontros do grupo do próximo ano, de modo a colocar a “avaliação” como foco principal, utilizando da visualização e leitura de materiais produzidos por eles. O grupo presente aceita a proposta, e ficam abertos para mais sugestões a serem compartilhadas nestes últimos encontros.
Em virtude de alguns docentes estarem ausentes no dia da Formação Continuada dos Professores de Educação Física na Educação Infantil, realizada no dia 11 de Agosto, repassamos os recados sobre o Seminário de Educação Física que irá acontecer dia 23 de Outubro de 2015 (6ª feira), no Centro de Educação Continuada/Secretaria Municipal de Educação, durante todo o dia, visando integração e socialização entre Educação Infantil e Ensino Fundamental, justificando a data diferente de uma terça-feira. Foi solicitado que o Grupo Independente prepare algo para ser apresentado nesse dia, e com isto surgiram idéias de falar sobre o próprio Grupo, de modo a ressaltar o trabalho que vem sendo realizado durante estes anos, incluindo suas dificuldades nesta trajetória e também suas ações, que é o mais importante. O Professor Júlio ficou responsável por arrecadar materiais para produzirem juntos esta apresentação no encontro do dia 29 de Setembro, no segundo momento.
Assim, o encontro encerrou-se às 11:30h.



            Segue abaixo CRONOGRAMA alterado:

15/09 – Apresentação Dissertação Mirtes
             Apresentação Dissertação Nathália

29/09 – Apresentação Bolsista UFSC – Mariana
             Construção da apresentação para Seminário de Educação Física

20/10 – Socialização das Avaliações entre docentes

24/11 – Relato de Experiência com Natação – Professora Denize
             Construção Cronograma 2016


           


domingo, 23 de agosto de 2015

Relato do dia 11 de Agosto de 2015 – Formação Continuada dos Professores de Educação Física na Educação Infantil



Autoria: Mariana Vieira Flores da Silva

            No dia 11 de Agosto de 2015, às 08:20h, teve início o encontro de Formação Continuada dos Professores de Educação Física na Educação Infantil, com o acolhimento do Professor Jaison José Bassani, ministrante. Neste momento, havia vinte e três pessoas presentes, incluindo uma bolsista da UFSC. Aos poucos, foram chegando mais pessoas, até formarem um grupo de vinte e oito docentes.
            No primeiro momento, o ministrante apresentou no quadro o roteiro do encontro, estabelecendo os momentos e objetivos propostos: a) retomada do encontro anterior; b) leitura coletiva dos relatos produzidos e enviados pelos docentes; c) análise coletiva dos relatos; d) encaminhamentos para os próximos encontros. Com isto, inicialmente, realizou-se a retomada da dinâmica de trabalho e os combinados feitos no encontro anterior, relacionados aos relatos de experiência, já encaminhando a programação dos próximos encontros, tomando como base os relatos realizados e entregues. Apenas dez pessoas enviaram o relato até a data combinada (07 de Julho de 2015), porém ainda será permitido o envio a quem tiver interesse pelo e-mail específico para esta finalidade, do Professor Jaison (jaisonbassani@yahoo.com.br). Dentre essas dez pessoas que enviaram seus resumos, apenas quatro docentes indicaram interesse em apresentar os relatos aos demais, e assim o farão em um dos próximos encontros.Jaison disse que a quantidade de resumos enviados foi menor do que a confeccionada durante aqueles dois encontros, embora este fato não necessariamente constitua um problema em si mesmo, pois a riqueza de elementos presentes nos relatos enviados permitirá reunir material mais que suficiente para os próximos encontros do ano. Para ele, talvez essa hesitação em enviar os resumos produzidos indique uma certa preocupação dos docentes em exporem sua prática pedagógica aos demais colegas. Nesse sentido,  procurou enfatizar a natureza do trabalho proposto, que não consiste em realizar um “julgamento” das práticas analisadas, senão que tomá-las como objeto de reflexão. Segundo ele, há elementos presentes naquelas práticas singulares que são comuns a mais docentes e que refletem também o desenvolvimento da área, não do sujeito singular.
            Em seguida, relembrou-se os objetivos estabelecidos pela RMF para os encontros de Formação Continuada, como já apresentado no primeiro encontro do ano, realizado no mês de Abril: “Articular a prática docente desenvolvida pelos profissionais nas instituições educativas da Educação Infantil aos documentos de Orientação Curricular” e “dialogar criticamente com a realidade do planejamento e dos registros dos professores de Educação Física participantes de formação, focalizando concepções presentes em seus relatos, localizando escolhas, apropriações, realizações, insuficiências, lacunas, dúvidas, problemáticas ou outras questões para aprofundamento, complexificação e debate.” Tais objetivos buscam ser supridos por meio do planejamento realizado para os encontros no decorrer do ano, utilizando-se dos relatos dos docentes como material de trabalho para leituras e análises. Foram cedidos dois encontros para a construção desses materiais, vista a necessidade do exercício da escrita como elemento de formação (escrever é uma competência docente) e reflexão da própria prática. Conforme o ministrante e demais docentes presentes, isto permite uma autorreflexão desde a escolha do momento/tema para construção do relato, para o qual já são pensados e empregados alguns critérios por parte do autor. De acordo com estes objetivos, o ministrante coloca que devemos perceber as limitações e possibilidades da prática pedagógica a partir dos relatos, tendo a clareza de que eles não constituem a totalidade nem da prática desses docentes específicos, que é apenas um fragmento de parte dela, nem dos professores de Educação Física da RMF como um todo, já que se tratam de relatos pontuais. Apesar disso, seria possível, segundo Jaison, toma-los como índice dos debates, das concepções, das questões enfrentadas e dos dilemas vividos nessa tarefa de pensar e praticar a Educação Física na Educação Infantil.
            Neste momento, o ministrante apresentou alguns tópicos que servirão como eixos para a construção dos resumos e que poderiam ser tomados como categorias para a leitura dos relatos pelos docentes, como: “nossos tempos/espaços”, “aspectos teórico-metodológicos”, “nossos planejamentos”, “nossos objetivos”, “nossos conteúdos”, “atividades/propostas”, “nossos procedimentos/momentos”, “nossos modos de avaliação”, “nossas referências, “um relato: nossa formação, nossa profissão, nossa disposição”. O ministrante mencionou que a escolha destas palavras remete a uma tradição, a uma concepção daquilo que entendemos como tarefa de um professor            historicamente constituída -, pois sem tradição não há educação, e tudo isto deve nos chamar a atenção e nos fazer refletir.
            No segundo momento, os docentes se dividiram em três grandes grupos para a leitura dos relatos que foram dispostos em cópias para a divisão nos grupos, sem identificação dos autores, mas se deixando à vontade a identificação, caso houvesse esse desejo. Cada um pôde ler conforme interesse (título, tema, resumo), também podendo fazer anotações ou grifar algo que chamara a atenção. Após vinte minutos do início desta tarefa, ocorreu o intervalo. A atividade serviu de embasamento para a análise coletiva que seria feita em seguida, que foi organizada em Power Point pelo ministrante.
            Às 10:20h o encontro reiniciou, continuando o momento de leitura por mais dez minutos por solicitação dos docentes.
            Após o término da leitura, o ministrante iniciou um novo momento do encontro, para a anunciada análise dos relatos por parte dos docentes. Ele perguntou: o que mexeu com vocês durante a leitura?”, e logo começam as respostas: “surgem novas idéias para nós”, “as diversas citações de embasamento nas Orientações Curriculares”, “inclusão”, entre outros. Para complementar a discussão, o ministrante apresentou um quadro com palavras (segundo ele, as palavras expressam idéias e por isso a atenção a elas é importante) e a sua recorrência na leitura dos dez relatos: a) brincadeira e lúdico (122 vezes); b) conteúdo (4 vezes) e tema (2 vezes); c) ensino (18 vezes) e intervenção (3 vezes); d) cultura corporal (4 vezes); e) desenvolvimento motor e motricidade (19 vezes); f) atividades (41 vezes); g) proposta (43 vezes); h) linguagem (14 vezes). Reflete-se que tais recorrências representam uma concepção de Educação Física na  Educação Infantil e um pouco do que está sendo realizado pelos docentes, fruto, em grande parte, do debate acadêmico – mas também político – com o campo da Pedagogia, em geral, e da Pedagogia da Infância, em, específico. Esse debate, segundo Jaison, tem sido produtivo para a Educação Física, pois tem exigido de nós a produção de argumentos e fundamentação para legitimar o lugar – material e simbólico – da Educação Física na Educação Infantil. Segundo ele ainda, há certos elementos que, como se pode ver pela recorrência dos termos acima, se repetem nos relatos analisados, o que indica certa incorporação dos pressupostos presentes nas Diretrizes Curriculares da Educação Física na Educação Infantil, o que é positivo, por um lado. Por outro, a maneira como essas palavras são empregadas é bastante diferente em cada relato, o que exige justamente uma discussão teórica em torno desses conceitos, especialmente dos mais recorrentes. Com base nisso, o ministrante apresentou a proposta de discutir o brincar e as brincadeiras em um dos próximos encontros, já que o conceito aparece por diversas vezes,de diferentes maneiras (como conteúdo, como meio, como característica da criança, como direito da infância, como metodologia, etc.) e os presentes aceitaram e demonstraram interesse pela proposta. Em seguida, o ministrante sugeriu a leitura de dois textos para os próximos encontros: a) “A brincadeira como eixo pedagógico da Educação Infantil e abordagem na Educação Física”, de Viviane Nazário Cardoso, Ana Cristina Richter, Alexandre Fernandez Vaz e Jaison José Bassani; b) “A brincadeira e o seu papel no desenvolvimento psíquico da criança”, de Vigotsky (ambos os textos já se encontram nos links de “Textos” ao lado). Uma docente presente sugeriu que os demais assistissem ao documentário “Tarja Branca”, o qual apresenta um pouco sobre este tema da brincadeira. Assim, ficou combinado que todos assistiremos juntos o documentário no próximo encontro que realizar-se-á no dia 08 de setembro, e em seguida, o Professor Jaison irá apresentar uma análise dos relatos lidos e cuja apresentação e discussão  havia preparado para esta data, porém não houve tempo suficiente para isto. As quatro apresentações de relatos ficaram agendadas para o encontro do dia 06 de Outubro.
            Ao final do encontro, o assessor pedagógico do Ensino Fundamental, que se chama André Costa, solicitou alguns minutos para passar um recado. Ele comunicou aos presentes que será realizado um Seminário de Educação Física entre professores da Rede de Educação Infantil, Ensino Fundamental, EJA e ONG’s na data de 23 de outubro de 2015 (6ª feira). Este encontro acontecerá durante todo o dia no Centro de Educação Continuada/Secretaria Municipal de Educação, valendo-se de relatos de experiência para a realização de conversas, exposição de pôsteres, apresentação oral com utilização de mídias, mesa redonda (com convidados) e oficinas (a confirmar). As inscrições iniciam em setembro (apresentação e participação) e já está sendo realizada uma primeira tentativa de negociação com as unidades educacionais para a liberação dos docentes nesta data. Será fornecido um certificado de 10h para os participantes. Maiores informações podem ser acompanhadas através de uma página no facebook denominada “Formação Continuada EF - DEF/PMF” atualizada frequentemente pelo André e disponível para a participação de todos.


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Relato do dia 02 de Junho de 2015 – Formação Continuada dos Professores de Educação Física na Educação Infantil

    Autoria: Mariana Vieira Flores da Silva


            No dia 02 de Junho de 2015, às 08:30h, teve início o encontro de Formação Continuada dos Professores de Educação Física na Educação Infantil, com o acolhimento do Professor Jaison José Bassani, ministrante do encontro. Neste momento, haviam vinte pessoas presentes, incluindo a Professora (Representando da Coordenadoria de Educação Infantil) e uma bolsista da UFSC. Aos poucos, foram chegando mais pessoas, até formarem um grupo de vinte e cinco docentes.
            No primeiro momento, o Professor Jaison abriu o espaço para considerações e comentários sobre a paralisação dos servidores públicos municipais, que ocorreu do dia 12 de Maio ao dia 01 de Junho de 2015, já que este encontro marca a primeira atividade após o término da greve, assim, não poderiam retornar o cronograma previsto para este dia sem antes refletir sobre a relação entre política e educação, ainda mais quando se trata de um movimento de luta por melhores condições de trabalho, o qual reflete também na formação do professor. Com esta oportunidade, alguns professores ressaltaram aspectos que julgaram positivos desta paralisação, como a grande mobilização dos professores que estiveram presentes nas assembléias e passeatas realizadas, valorizando o movimento e buscando alcançar os objetivos da pauta de reinvindicações; o apoio da comunidade, que aos poucos se conscientiza das corrupções e necessidades de investimento na educação e saúde, compreendendo melhor as reivindicações da categoria; e o auxílio das tecnologias (Facebook, Whatsapp, E-mail, etc) na motivação e mobilização dos grevistas que em algum momento, sentiram-se desmotivados, recebendo incentivos e apoio dos colegas. Como ponto negativo, ressaltaram a incompreensão de pais e demais cidadãos que se escutavam nos transportes públicos ou acompanhavam nas redes sociais, lançando comentários pejorativos. Como resposta, um dos professores presentes colocou que os professores por muito tempo fugiram dos debates políticos no âmbito da sua intervenção profissional, porém, atualmente, é necessário que os professores possam também conversar com os pais sobre a dimensão política inerente ao trabalho pedagógico e colocá-los a par de tudo o que ocorre, estabelecendo um vínculo de respeito. Logo, o Professor Jaison colocou que uma suposta separação entre a pessoa do professor e o profissional, ou entre o professor e o cidadão é arbitrária e fictícia, pois não há como desvincular uma dimensão da outra. Por isso, é necessário conversar e trocar ideias sobre esta mobilização a qual ocorreu durante três semanas.
            Continuando a proposta do encontro anterior de Formação Continuada dos Professores de Educação Física na Educação Infantil, que ocorreu no dia 5 de Maio de 2015, os professores deveriam continuar a construção de um Relato de Planejamento ou de Experiência na sala de multimídia I, para ser entregue por e-mail e posteriormente apresentado durante os demais encontros do ano. Jaison ressaltou, cada um pode optar em apresentar ou não seu resumo aos colegas, mas que a produção do resumo escrito e o seu envio era necessário e importante para a dinâmica  de trabalho estabelecida nos encontros anteriores. A ordem e a forma das apresentações será estabelecida somente após a entrega de todos os relatos. Pretende-se que as apresentações iniciem já no próximo encontro do mês de Agosto. A leitura e análise prévia dos relatos será feita pelo Professor Jaison, em conjunto com a Professora Ana Cristina Richter e o Professor Alexandre Fernandez Vaz. Os critérios para as apresentações serão estabelecidos em conjunto com os professores participantes, e poderá envolver categorias tais como conteúdos, faixa-etária, localização das instituições, etc; O objetivo das apresentações será analisar os relatos, buscando problemáticas/questões que comuns para que possam ser discutidas e encaminhadas algumas leituras para aprofundamento, sejam elas individuais ou em grupos, dependendo da necessidade e do tempo.  Após esses esclarecimentos, seguiram todos para a sala multimídia I.
            Às 09:15h, enquanto todos os presentes se acomodavam e se organizavam nos computadores ou notebooks, o Professor Jaison comunicou que as dúvidas que surgissem durante a construção dos relatos, poderiam ser esclarecidas por ele ou pela bolsista, e assim ocorreu. A maior parte das dúvidas e questionamentos dos docentes girou em torno da forma de estruturação dos resumos, dos aspectos que deveriam ser privilegiados na exposição, na articulação com referenciais teóricos e curriculares que sustentam as experiências relatadas, entre outros.
            Às 10:20h houve uma pausa para o café, mas mesmo assim alguns optaram por permanecer na sala dando continuidade aos seus trabalhos. Alguns retornaram às 10:40h, enquanto os que já haviam concluído, foram liberados, permanecendo doze pessoas na sala multimídia I para finalização da construção dos relatos.
            O Professor Jaison anotou no quadro e esclareceu que os relatos tem uma data limite para serem entregues, dia 7 de Julho de 2015 (terça-feira), pois como não haverá o encontro de Formação Continuada dos Professores de Educação Física na Educação Infantil neste, os docentes poderão utilizar deste dia também para concluírem seus relatos, caso não tenham como fazê-lo anteriormente. Os relatos deverão ser enviados para o e-mail: jaisonbassani@yahoo.com.br, tendo como Assunto: "Resumo Formação". No corpo do e-mail, o docente deverá também indicar se tem o desejo ou não de apresentá-lo.

            O encontro encerrou-se às 12h.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Relato do dia 12 de Maio de 2015 - Formação de Professores do Grupo Independente de Educação Física

          
           No dia 12 de Maio de 2015, a partir das 9h, teve início o Encontro de Formação de Professores do Grupo de Estudos Independente de Educação Física na Educação Infantil. Nesse dia, reuniram-se oito pessoas, sendo sete professores e uma bolsista da UFSC. A reunião teve com pauta a discussão do texto “O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil e o Espontaneísmo – (Re)colocando o ensino como eixo norteador do trabalho pedagógico com crianças de 04 a 06 anos”, de Alessandra Arce. A leitura do texto fora feita previamente por todos, e a discussão foi orientada pelo professor Cláudio, mas com a participação dos demais.
            O texto foi selecionado, entre tantos outros, pois uma das questões discutidas nos encontros do ano anterior, e que chamou a atenção, foi a Pedagogia da Infância, que se faz presente neste trabalho. O objetivo principal da autora ao escrevê-lo, é trazer as questões presentes no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI), propondo uma reflexão sobre a prática pedagógica.
            Na introdução do texto, a autora descreve de que modo é colocado o papel do professor, gerando algumas críticas ao seu modo extremo de assim fazê-lo, descrevendo sua opinião de maneira que não haja “meio termo”, e sim, uma única solução: “Estamos em tempos em que aprender a aprender é imperativo, portanto o “velho” professor que ensina deve ser aposentado definitivamente”. A partir de tal colocação, provoca o leitor sobre as demais questões a serem tratadas, como os conceitos de criança, professor e conhecimento.
            Surge uma indagação por parte da professora Adriana: Será que ela (autora) tem ido às creches para ver o que está sendo feito? A questão foi discutida entre todos, propondo uma reflexão sobre as próprias práticas, que são “guiadas” pelo documento do RCNEI, mas que incluem também a visão do próprio professor e a necessidade e realidade das crianças envolvidas. Eles parecem entender que esta questão poderia ter sido desenvolvida também no texto. Nesse momento, Cláudia contribui contando a experiência de “desconstrução” (falas, movimentos, relação com o outro) que está sendo desenvolvida em seu ambiente de trabalho, incluindo os demais profissionais envolvidos, e fala das dificuldades da mudança,  mas ressaltando a iniciativa proposta na instituição.
            Outra crítica que surge é a mudança de foco do objetivo de todo o trabalho na Educação Infantil. Antes era privilegiada a educação da criança, mas hoje, são as relações (professor - criança, criança - criança). Heloísa coloca que os dois (educação/relações) devem ser  foco de todo o processo, pois se fazem necessários para o desenvolvimento da criança. Cláudia indica alguns documentários que fazem menção a estas questões: “Caramba, Carambola: o brincar tá na escola!”, “Tarja branca”, “Happy: documentário sobre a felicidade genuína ”e “I am”.
            O conceito apresentado sobre o “professor” no RCNEI e apresentado nesse texto, é: “O professor posto em evidência pelo RCNEI tem como função precípua ofertar brinquedos, espaço e tempo para as brincadeiras infantis na instituição, possibilitando que as crianças escolham os temas, papéis, objetos e companheiros com quem brincar, permitindo que os alunos organizem de forma pessoal e independente suas emoções, sentimentos, conhecimentos e regras sociais, brincando de maneira espontânea e prazerosa”. Dessa forma, pela percepção dos professores presentes, é colocado de forma como se a criança pudesse aprender sem a presença do professor, mesmo sendo ele colocado como intermediador.
            A Educação Infantil é colocada como “assistencialista” e “preparatória para o ingresso na primeira série do ensino fundamental”. Segundo os professores presentes, há transmissão de conhecimento nesta faixa etária, de acordo com a metodologia que orienta seu trabalho. Mas, diferente dos “padrões escolarizantes”, na EF busca-se não disciplinar corpos, e isto se fez presente nos relatos de prática de algumas professoras. Mencionaram que há momentos em que as crianças devem conhecer as coisas por si só, da maneira que julgarem mais apropriadas, mas também há momentos em que é necessário escutar, sentar e ouvir, pois isto faz parte do conhecimento. Outra questão, referente a “padrões das escolas”, são os termos utilizados: “conteúdos”, “alunos”, “aulas”, “prof”, “tia”. Algumas professoras utilizam alguns destes termos, enquanto outras não se sentem confortáveis, explicando isso através de exemplos e argumentos que foram construídos na história da Educação Infantil, ficando a critério de interpretações e vivências de cada professor(a).
            Neste momento, surge outra indagação da professora Adriana: “O que é trabalhar com conhecimento na Educação Infantil? E na Educação Física da EI?”. Em sua opinião, há um excesso de cientificismo, e os bebês estão ainda conhecendo o mundo racional. Isto deve ser relevado, de modo a respeitar o desenvolvimento das crianças de 0 a 3 anos. A professora Cláudia mencionou que suas práticas pedagógicas são voltadas para o “conhecimento do mundo”, de maneira que busca propiciar algo que só terão a oportunidade de vivenciar no espaço da Educação Infantil, pois afirma que no ambiente escolar, o olhar não é voltado para cada criança, de acordo com suas particularidades. Com esta colocação, a professora Adriana e Heloísa propuseram que este assunto seja pauta de um dos encontros, para que possam aprofundá-lo e conhecerem de que modo a professora Cláudia organiza suas práticas. Neste momento, a professora Cláudia já havia se retirado, então esta proposta será colocada novamente em outra ocasião, para que vejam a possibilidade.
            A proposta da Pedagogia da Infância se faz presente no RCNEI, e foi pauta de breve discussão, com o intuito de entender seu principal objetivo, que é uma aprendizagem sem terminalidade, sendo possível apresentar temáticas diversas. Neste momento do encontro, são compartilhadas experiências diversas com o trabalho de variados temas, como esportes, jogos e brincadeiras, danças. Também foi mencionado o desafio da disponibilidade corporal do professor, que deve brincar com as crianças, assumir papéis dentro das propostas, aprendendo junto com elas.
            A última indagação e crítica ao texto foi colocada pela professora Adriana: Como dar aula sem sentir prazer?. No texto e no RCNEI é muito comum falarem da necessidade da criança executar algo sentindo prazer, porém, para ela e para os demais presentes, é impossível isto não se fazer presente também na prática do professor.
            Por último, conversamos um pouco sobre a formação do docente, a forma que se estruturam os estágios na formação, fazendo relação com a realidade que encontrarão após o curso, relacionando algumas questões discutidas sobre o texto e expondo opiniões.
            Para o próximo encontro, no dia 26 de Maio, ficou marcada uma visita a duas instituições. Primeiramente, iremos ao Dra. Nei Zilda Arns Neumman (NEI Carianos), localizada na Rua Arco Íris, nº 79, 8ª quadra, no Bairro Carianos. Em seguida, iremos nos dirigir à Creche Hassis, localizada na Rodovia Jorge Lacerda, na Via Expressa Sul, no bairro Costeira do Pirajubaé. Para locomoção, alguns dos presentes se disponibilizaram a ir de carro e oferecer carona à quem precisar.
            O encontro encerrou-se às 12h.


Referências:


ARCE, Alessandra. O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil e o Espontaneísmo: (Re)colocando o ensino como eixo norteador do trabalho pedagógico com crianças de 4 a 6 anos. In: ALINEA (Ed.). Quem Tem Medo De Ensinar Na Educação Infantil? 3. ed. Campinas: Alinea, 2013. Cap. 1. p. 13-37.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Relato do dia 28 de Abril de 2015 – Formação de Professores do Grupo Independente de Educação Física

Autoria: Mariana Vieira Flores da Silva

No dia 28 de Abril de 2014, a partir das 9h, teve início o Encontro de Formação de Professores do Grupo de Estudos Independente de Educação Física na Educação Infantil. Neste dia, reuniram-se onze pessoas, sendo dez  professores e uma bolsista da UFSC. A reunião teve como pauta, continuar as apresentações dos Relatos de Experiência com crianças de 0 a 3 anos.
Inicialmente, a professora Marialma Lauermann dos Santos, que atua no NEI Campeche, apresentou seu projeto denominado “MovimentAr-te, comentando sobre os objetivos previstos por ele e a localização e atual estrutura da instituição. Também citou sobre as dificuldades encontradas no decorrer do seu planejamento, em função de seu primeiro ano de atuação profissional na área.
Em seguida, a professora Cláudia de Almeida Tem Caten, atuante há dez (10) anos na Creche Doralice Teodora Bastos, localizada em Canasvieiras, apresentou um pouco da instituição e variadas imagens que representam a prática, voltada para o “conhecer o mundo”. Ao final, leu o texto “Educação Física e bebês explorando o mundo: relações com espaço, tempo e materiais”, redigido por ela mesma com a intenção de expressar o que considera sobre essa relação em seu planejamento.
            Por último, Charles Cauroi Brandão, o qual atua na Creche Clair Gruber Souza, localizada também em Canasvieiras, apresenta variadas imagens sobre as práticas realizadas, ressaltando a importância do olhar atento às “pequenas coisas” que podem ser inseridas nas intervenções para crianças de 0 à 3 anos.
            Durante todas as apresentações, surgiram questionamentos e esclarecimentos, de maneira a acrescentar na atuação dos demais profissionais que acompanharam e também nos que apresentavam.
            O encontro encerrou-se às 12 horas.


Referências

CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL CASTELO BRANCO (Joinville). Secretaria Municipal de Educação. Desafios Motores. 2012. Disponível em: <http://ceicastelobranco2.blogspot.com.br/2012/09/desafios-motores.html>. Acesso em: 15 fev. 2015.

HUIZINGA, J. Homo Ludens: O jogo como elemento da cultura. 5. ed. São Paulo: Perspectiva, 2008. 256 p.

KISHIMOTO, T. M.; FREYBERGER, A. Brinquedos e Brincadeiras de Creches: Manual de Orientação Pedagógica. Brasília, 2012. 158 p. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=12451&Itemid;=>. Acesso em: 15 fev. 2015.

KUNZ, E. Transformação Didático-Pedagógica do Esporte. Ijuí, RS: Editora Unijuí, 1994. 152 p.

WEFFORT, M. F. (Org.). Instrumentos Metodológicos I: Observação, Registro, Reflexão. Segunda Edição: Espaço Pedagógico, 1996. 63 p. (Série Seminários).


SCHMITT, Rosinete Valdeci. “MAS EU NÃO FALO A LÍNGUA DELES!”: AS RELAÇÕES SOCIAIS DE BEBÊS NUM CONTEXTO DE EDUCAÇÃO INFANTIL. 2008. 218 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Educação e Infância, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2008. Disponível em: <https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/91437/256623.pdf?sequence=1&isAllowed=y>. Acesso em: 30 abr. 2015.