Caros colegas, este Blog tem como objetivo servir de ferramenta para os participantes da Formação Continuada dos Professores de Educação Física atuantes na Educação Infantil da Rede Municipal de Florianópolis, promovendo através de seu acesso a socialização de materiais e comunicação efetiva entre todos os professores.

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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Relatório do dia 14/09/2010 - Formação Continuada dos professores da Rede Municipal de Educação de Florianópolis

    Demos início ao nosso encontro por volta das 9h30min, com a apresentação do relato de experiência da professora C. Ela trabalha num Núcleo de Educação Infantil (NEI), em regime de 20 horas semanais, e numa Creche da mesma forma. Seu relato de experiência foi feito “pensando” na Creche, que tem seis grupos de crianças, porém ela trabalha ministrando aulas para apenas quatro deles: Grupo I (berçário), Grupo II, Grupo V e Grupo VI. A ênfase do relato foi no Grupo I, pois essa é uma das faixas etárias em que alguns professores de Educação Física na Educação Infantil possuem mais dificuldades de pensar como trabalhar com eles, até porque muitas crianças ainda sequer sabem andar.
    Desde o início do ano C. trabalha com o Grupo I. A sala possui 15 crianças com idade entre cinco meses e um ano, sendo que nem todas sabem andar. Este grupo possui uma criança com Síndrome de Down, mas C. não vê diferenças entre ela e as demais, a não ser pelo fato de ter tomar mais cuidado com relação às atividades, pois devido à síndrome, ela possui o tônus mais aumentado. O Grupo I tem aulas alternadas semanalmente com o Grupo II, acontecendo sempre na segunda-feira das 13h às 15h ou das 15h às 17h. No começo do ano foi mais difícil se aproximar das crianças, pois é necessário primeiramente conquistar a confiança delas, até porque elas estavam acostumadas apenas com as professoras de sala. A aula de Educação Física é pensada de modo que as crianças possam explorar os espaços da instituição, tempo é baseado sobre a rotina e os momentos coletivos da instituição acontecem uma vez a cada um ou dois meses, dependendo da quantidade de pessoas envolvidas. Nesses momentos coletivos são oferecidas oficinas, pinturas, passeios e o parque, onde todas as crianças de diferentes faixas etárias fazem atividades juntas. Para que esse momento de atividades coletivas aconteça, a instituição conta com a colaboração e participação das professoras de sala e demais funcionários. Porém essa parceria com as professoras de sala não é facilmente realizada, pois a maioria dessas docentes “aproveitam” a aula de E. F. para realizar outras atividades, dificultando, com isso, o trabalho proposto por C.
    Sua proposta de trabalho para o Grupo I é a de sempre disponibilizar diferentes materiais que propiciam novas descobertas como perucas, chapéus, óculos, garrafas pet, violão, chocalhos, bolinhas etc. Permite ainda a exploração de todos os espaços da instituição a fim de proporcionar novos desafios e descobertas. Quando levou as crianças para a sala de vídeo, na primeira vez elas estranharam e observaram a televisão com algo novo, diferente. Também visitam o refeitório, local onde elas nunca haviam estado, mas que agora freqüentam, interagindo com crianças de grupos maiores. Ao parque ela encontrou maiores dificuldades em levar as crianças porque lá supõe-se que se sujarão, o que para muitas professoras se torna um problema principalmente quando a troca das crianças já foi feita. Na sala de aula também acontecem as aulas de Educação Física, quando a ideia é de ressignificar os objetos daquele espaço, como, por exemplo, o berço.
    A creche está localizada em um bairro pobre, motivo este que gera  esteriótipos por parte dos professores. Esses tem receio de conversar com os pais das crianças com relação a acontecimentos que ocorrem com seus filhos durante o dia. Um exemplo aconteceu quando em uma aula de Educação Física foi proposto que as crianças fizessem pinturas nas calçadas e uma delas acabou sujando o sapato com tinta. Imediatamente as professoras foram limpar o sapato, porém ainda ficou com uma pequena marca de tinta. Quando a mãe da criança chegou, foi explicado a ela o fato ocorrido, e as professoras de sala esperavam uma reação de “revolta” por parte da mãe. Porém, naquele dia as professoras se surpreenderam, pois a mãe ouviu e compreendeu que como se tratava de uma atividade de pintura, sujar-se era provável. Esse relato nos mostra que falta diálogo entre creche e a família e que a instituição tem receio desse diálogo, até porque não são todos os pais que entendem quando seu filho chega a casa com a roupa suja. Nesse caso, cabe aos professores conversarem com os pais e explicarem o trabalho desenvolvido pela instituição.
    Após um intervalo, retomamos a reunião com o relato de experiência da professora L. sobre o trabalho que vem desenvolvendo no NEI Ingleses. A instituição atende 450 crianças com faixa etária de um ano a cinco anos e onze meses de idade. O relato foi sobre as atividades desenvolvidas no Grupo II e III. Sua proposta de trabalho consiste em construir um espaço-tempo de ludicidade. As aulas acontecem três vezes na semana com duração de 45 minutos. Essa disposição tem como objetivo ter uma maior aproximação com as crianças, pois quanto mais as vê, mais vínculos pode criar com elas. As dificuldades encontradas durante as aulas nos Grupo II e III seriam: a questão da adaptação das crianças – período longo; as crianças possuem pouco tempo de concentração, acabam se dispersando facilmente; durante sua aula, quase não tem a participação/colaboração da professora de sala e da auxiliar; o fato de as crianças não possuírem ainda uma linguagem oral – interpretação; segurança e o receio das professoras.
    As aulas de Educação Física acontecem em diferentes espaços como a sala, o refeitório e a sala multiuso. No início, as crianças durante ficavam somente em sala, agora há pouco é que começaram a conhecer esses espaços. O fato de a aula não acontecer em sala é motivo de professoras e servidores técnico-adminstrativos reclamarem, principalmente quando é organizada para acontecer no refeitório. Elas alegam que o refeitório é local para comer e que se tem aula de Educação Física acontecendo, ficam poucas mesas para as refeições.
    L. desenvolve em suas aulas circuitos e atividades em espaços organizados, uma vez para cada grupo, pois ainda não tem nenhuma proposta para trabalhar com vários grupos ao mesmo tempo. A falta de materiais é fato que acontece no NEI, então, geralmente improvisa e ressignifica os materiais que a instituição possui. A avaliação é realizada considerando as observações sistemáticas da participação da criança, registros fotográficos, conversas com as professoras regentes e auxiliares de sala, além das anotações em diário de cinco até crianças.
    Encerramos a reunião às 12 horas, relembrando os participantes que próximo encontro, dia 21 de setembro, terá a apresentação do relato de experiência do professor Juliano e em seguida uma discussão a respeito do documento sobre diretrizes.

4 comentários:

Anônimo disse...

Meninas eu fiz alguns apontamentos sobre o relato e enviei por email. Por favor olhem e retifiquem. Obrigada!
Carmen

CARMEN disse...

Oi meninas...valeu...pela atenção e a rapidez com que fizeram as alterações. Obrigada!
Carmen

Michelle Goulart disse...

Muito bom o relatório de vcs... estou acompanhando de longe o grupo e a clareza das informações facilitam muito!

parabéns

Michelle Goulart disse...

se puderem corrigir meu erro ... escrevi "facilitam" no lugar de "facilita" no comentário anterior!
obrigada